A Graça da Fidelidade - Daniel 1.9-21

Tema: Deus honra ao homem que tem o coração inclinado a fazer a sua vontade Texto: Daniel 1.9-21 Pregador: Rev. Jeferson B. Neres

“A integridade conduz a muitos triunfos. A integridade compensa.” Quais foram as dádivas que sobrevieram a Daniel e seus amigos. A primeira é: 1ª) ALCANÇOU A MISERICÓRDIA DIVINA – Vs. 9 Daniel havia perdido a sua liberdade. Havia saído de casa não como estudante, mas como um mero escravo. Ele e toda a nação estavam debaixo de um duro e árduo jugo. Havia perdido a convivência com parentes, familiares, vizinhos, amigos e até mesmo os seus compatriotas. Havia perdido a segurança do seu lar, seu futuro na terra natal, seu país, porém Daniel não havia perdido a misericórdia do seu Deus. Estava longe de casa, em país estranho, com uma língua estranha, sem a Palavra de Deus nas mãos, sem o templo, sem os sacerdotes e sem os rituais do culto, mas com a misericórdia de Deus lhe acompanhando. A incredulidade nos leva a ver Deus por meio das circunstâncias e, assim, traz consigo o desespero. A consideração da misericórdia de Deus nos permite que vejamos as circunstâncias por meio da realidade de Deus, e isso traz esperança e vitória. Daniel não olhou para si mesmo, pois ficaria deprimido, não olhou para as circunstâncias, pois ficaria angustiado, mas olhou para o seu Deus misericordioso, pois tinha a convicção de que em Deus seria abençoado.
APLICAÇÃO: Não foi a dieta que tornou os hebreus mais sábios e inteligentes. Foi a misericórdia de Deus renovada sobre as suas vidas a cada manhã. Ora, se a nossa esperança está na misericórdia de Deus somos fortalecidos por aquilo que não pode ser destruído. Nossas circunstâncias mudam, bem como os nossos sentimentos sobre elas, mas Deus é sempre bom, amoroso e misericordioso, e o nosso Deus nunca muda. Outra dádiva alcançada por Daniel e seus amigos foi a: 2ª) BOA COMPREENSÃO DA PARTE DOS HOMENS – Vs. 9-14 Daniel foi porta-voz dos outros três jovens hebreus. Reconheceu que todos eles estavam debaixo da autoridade de Aspenaz. Daniel ganhou a confiança do chefe dos eunucos. Aspenaz tentou, de todas as maneiras, demover a Daniel de tal proposta, mas Daniel insistiu e argumentou. O chefe dos eunucos não era especialista em nutrição, porém tinha certeza de que os jovens não-judeus, que se alimentavam de carne, seriam muito mais saudáveis, fortes e bonitos do que os judeus que se alimentavam apenas de vegetais. Ele seria responsabilizado por esse resultado e poderia ser demovido de seu cargo ou até mesmo executado por não ter cumprido o seu dever, cedendo às demandas tolas de um povo que não tinha mais direito algum. O Deus que usa os ímpios para disciplinar ao seu povo, também os usa para viabilizar o cumprimento de seus propósitos na vida do seu povo. Ficar dez dias sem alimentar-se de carne e vinho, testemunhando compatrícios se fartando dessas finas iguarias, se configuraria em uma grande tentação. A graça de Deus capacita cada crente a vencer as tentações para as quais as circunstâncias os conduzem. Ao findar do prazo estimando, os jovens hebreus estavam mais robustos do que os outros estudantes. APLICAÇÃO: Durante vinte séculos a igreja vem pregando ao mundo que reconheça os seus pecados, que se arrependa e que creia no evangelho. Hoje, no início do século 21, o mundo diz a igreja que enfrente os seus pecados. Especificamente no Brasil, a igreja cresce em número, mas não em vida cristã, não há transformação de vida moral. Os meios de comunicação estão em suas mãos, mas não há mensagem de Deus para a nação. O fato é que a igreja está mais interessada em granjear as riquezas do mundo do que enfrentá-las para na glória de Deus. Daniel e seus amigos foram remanescentes fiéis em seu tempo. Sua fidelidade era destacada ao ponto de alcançarem o favor de homens ímpios que não conheciam ao Deus todo Poderoso. Aqueles homens pagãos foram impactados pelo testemunho daqueles adolescentes. Além da integridade apesar das crises e das propostas tentadoras, outra lição que aprendemos com o texto é: 3ª) CAPACITAÇÃO ORIUNDA DE DEUS – Vs. 15-21
Os versículos 15 e 16 nos contam o efeito monótono dessa dieta. Ao findar dos dez dias eles seriam comparados com os não-hebreus que tinham comido carne e bebido vinho. Aspenaz seria o juiz para tomar uma decisão definitiva sobre a comida e bebida dos jovens hebreus. No fim dos dez dias a fé de Daniel e seus amigos fora justificada. Eles não somente pareciam mais saudáveis e fortes, mas também estavam mais bonitos. Aspenaz deixou os pobres hebreus comer os seus legumes e beber a sua água. Essa dieta iria ser praticada nos próximos três anos de universidade. Por três anos aqueles jovens se dedicaram aos estudos. Estudar não é fácil. É uma tarefa árdua. Ao fim dos três anos, Vs. 5, chegou o grande dia. Os estudantes compareceriam diante do rei Nabucodonosor, que seria o avaliador final. Se correspondessem ao desejo real, seriam recompensados, recebendo algum serviço em favor do monarca. Caso contrário, seriam expulsos do palácio, para viver no anonimato o resto de suas vidas.
O rei submeteu os jovens a testes escritos e orais requerendo exercícios teóricos e práticos. Os testes comprovaram que os quatro melhores aprendizes eram os jovens hebreus, embora tivessem concorrido com um grupo seleto de jovens notáveis. Eles eram os melhores dos melhores. Os versículos 17 a 21 relatam que Daniel e seus amigos dominaram as matérias que haviam estudado. Haviam compreendido a matemática e as ciências; dominaram a astrologia, astronomia, agronomia, etc. Eram dez vezes mais espertos do que os jovens não-hebreus, porquê? Será que era a dieta? Será que era o simples fato de serem hebreus? Será que era por causa da sua mera integridade? Não, não e não. Era por causa da capacitação oriunda do próprio Deus para o cumprimento dos seus magnos propósitos. Deus honrou aqueles homens com habilidades que jamais imaginavam possuir. Dez vezes mais sábios! Deus fez daqueles jovens hebreus mais cultos e eminentes do que os homens mais sábios da Babilônia. Como resultado, cada um dos quatro foi colocado em um alto cargo, onde poderiam usar sua influência para Deus. Eles estavam no palácio do rei da Babilônia, servindo ao Rei Eterno, o Deus Todo-Poderoso. Daniel serviu diante do rei, ou seja, Daniel tornou-se o primeiro ministro da Babilônia. Figurou entre os maiores do império. Tornou-se homem de projeção. Daniel continuou nos palácios reais até o primeiro ano do rei Ciro, ou seja, continuou nos palácios da Babilônia até quando Ciro derrotou os babilônios, em 539 a. C. Isso significa que a carreira de Daniel durou setenta anos de cativeiro. APLICAÇÃO: Você já se deparou com alguma atividade que fez, que só pode tê-la feito com a ajuda de Deus? Assim foi Daniel e seus amigos.

  • CONCLUSÃO: 

“A integridade conduz a muitos triunfos” 
Essas são algumas lições que aprendemos à luz do texto: 1ª) ALCANÇOU A MISERICÓRDIA DIVINA.
2ª) BOA COMPREENSÃO DA PARTE DOS HOMENS.
3ª) CAPACITAÇÃO ORIUNDA DE DEUS.

  •  DESAFIO:
    Aqueles homens honraram a Deus, mesmo em uma posição diminuta. Se não vivermos para Deus agora, nenhum de nós poderá fazê-lo com uma posição mais elevada. Se não estamos dispostos a permanecer firmes e comprometidos com Ele em pequenas coisas, como o faremos nas coisas grandes? É possível ser fiel no muito, sem primeiro ter sido fiel no pouco? Que Deus nos ajude a sermos encontrados fiéis. Amém.

    Sermão pregado no Culto da Segunda Igreja Presbiteriana de Taguatinga em 26 de maio de 2013.