Deus disciplina seus filhos. Daniel 1.1-2

Tema: Deus disciplina seus filhos Texto: Daniel 1.1-2 Pregador: Rev. Jeferson B. Neres

INTRODUÇÃO: Quando estamos passando por uma situação difícil afirmamos que precisamos orar mais. Não é de todo errada essa afirmação. Mas a ideia por trás dessa afirmação é que buscaremos a Deus para que Ele intervenha em nossa história. O Rev. Hemistein Maia disse: “o Deus que cremos não é um Deus que intervém, mas é o”: “Deus que dirige a história” Quais os reflexos da condução divina na história do seu povo escolhido? O primeiro é: 1ª) DEUS DISCIPLINA SEUS FILHOS – Vs. 1-2 O livro de Daniel foi escrito no sexto século a C. O escrito de Daniel é tanto histórico como profético. Descreve o passado, discerne o presente e antecipa o futuro. Os seis primeiros capítulos são narrativos. Os outros seis capítulos subsequentes estão repletos de símbolos aparentemente misteriosos, mas livro inteiro é bastante prático. Além da descrição do cativeiro Babilônico, possui uma linguagem apocalíptica. Trata de temas que nos afetam diretamente: juventude corajosa, vida acadêmica, política externa, acordos internacionais, batalha espiritual e profecias a respeito do futuro da humanidade (o escaton). Portanto, a sua mensagem é para o nosso tempo. Ainda aborda o jejum e a oração, o estudo da Bíblia e a prática da piedade cristã até as últimas consequências. Descreve os milagres de Deus, mas narra a trajetória de homens que foram fiéis a Deus em meio a uma geração corrompida e desinteressada por Deus e por seus mandamentos. Daniel pertencia à linhagem dos nobres e sábios do Reino do Sul. O Reino do sul alternou entre momentos de volta para Deus e momentos de rebeldia. O povo havia abandonado a Palavra de Deus, então Deus enviou os perversos caldeus para disciplinar o seu povo. A Babilônia tornou-se a nova potência mundial. O reinado de Nabucodonosor durou 43 anos. Durante o seu reinado a cidade foi adornada. Muralhas intransponíveis de 30 metros de altura. Cerca de 1200 torres de vigia. Havia uma das sete maravilhas do mundo antigo: os jardins suspensos da Babilônia. Nabucodonosor levou cativo todo Judá. Toda a população sofreu duramente, isso trouxe enorme sofrimento ao profeta Jeremias: mais felizes foram as vítimas da espada do que as vítimas da fome, Lamentações 4.9. Deus disciplinou os seus filhos. Na sua disciplina Deus não perdeu as rédeas da história. APLICAÇÃO: A disciplina Divina é um ato de amor, ainda que em meio às lágrimas. Em Provérbios 3.11-12, lemos: Filho meu, não rejeites a disciplina do Senhor, nem te enfades da sua repreensão. Porque o Senhor repreende a quem ama, assim como o pai, ao filho a quem quer bem. Meses antes do cativeiro a corrupção estava generalizada: o rei e os sacerdotes estavam imersos na apostasia teológica e depravação moral. Foi o pecado que atraiu a destruição para Jerusalém. Causou a destruição do templo, a morte de tantas famílias, desembocou no aterrorizante cativeiro babilônico. O pecado é o grande problema do mundo. Somente os insanos, inconsequentes e irresponsáveis brincam com ele. Deus julgará o pecado. Horrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo. Outro reflexo da condução de Deus na história é que: 2ª) DEUS MANIFESTA A SUA SOBERANIA – Vs. 2 Judá deixou de confiar em Deus para fiar-se em outras cousas. O templo, a aliança com uma nação mais forte, ainda que fosse pagã, superstições, etc. O povo não estava preocupado com a maneira como estavam levando a vida coram Deo, diante de Deus, pois confiavam que estas coisas os salvaria. Onde não há santidade, sobrevirá o juízo e não a benção. Por muito tempo confiaram no templo. Acreditavam que a mera existência do templo lhes garantiria imunidade a qualquer ameaça de invasão. O povo acreditava que a sua religiosidade os salvaria de todos os perigos. O templo foi completamente destruído na primeira incursão de Nabucodonosor. O povo estava confiando mais em coisas do que em Deus. Deus estava comandando o invasor e disciplinando o invadido. Aqueles que não conhecem a Deus podem se tornar instrumentos inconscientes da vontade Divina. Deus permitiu que tudo fosse destruído. Antes de construir uma robusta fé em seus corações, Deus permitiu que as bases da falsa confiança fossem destruídas. APLICAÇÃO: Quando o povo de Deus é derrotado, a causa principal NUNCA é o poder do inimigo, mas o seu próprio pecado. Um dos pecados evidentes de Judá era a falsa religiosidade. Uma religião descomprometida com os mandamentos de Deus. Uma rejeição a soberania de Deus. Nossa frequência ao templo, orações, jejuns, leitura bíblica, participação na Santa Ceia, envolvimento nos trabalhos da igreja: ofícios, cargos, funções, colaborações, etc, não nos garante vitória espiritual se a nossa vida pessoal está comprometida com o pecado. Além da disciplina aplicada aos seus filhos e a manifestação da sua soberania, outro reflexo da condução Divina na história do seu povo é que: 3ª) DEUS USA ATÉ MESMO OS ÍMPIOS PARA LEVAR O SEU POVO A UMA VERDADEIRA E PURA COMUNHÃO CONSIGO MESMO – Vs. 2 No versículo segundo, Daniel afirma: O Senhor lhe entregou nas mãos a Jeoaquim, rei de Judá, e alguns dos utensílios da Casa de Deus. Mesmo quando o inimigo está sendo uma vara da ira de Deus para castigar ao seu povo, é Deus quem está no controle. À luz desse versículo podemos afirmar que até mesmo os ímpios estão a serviço dos propósitos soberanos de Deus. Nabucodonosor prestava seus serviços a Deus sem ter consciência disso. Foi colocado sobre os homens, mas estava debaixo da poderosa mão daquele que dirige o Universo, segundo os Seus planos eternos. O templo havia sido destruído, mas o Deus todo Poderoso continuava reinando sobre o trono. Quando deixamos de confiar no Deus soberano para fazermos alianças, concessões suspeitas entramos numa rota inevitável de colisão para mergulharmos num abismo sem fundo. Nenhum inimigo pode ser mais letal para nós do que tudo o toma o lugar de Deus em nossas vidas: amigos, coisas, dinheiro, deuses falsos, religião, etc. Ironicamente o ídolo de Judá foi a vara corretiva de Deus. APLICAÇÃO: Judá não caiu, foi entregue. Nabucodonosor não prendeu o rei, Deus o entregou. Foi Deus quem trouxe os terríveis caldeus. É a providente mão de Deus que está por trás do castigo de seu povo. O poeta inglês William Cowper disse: “por trás de uma providência carrancuda, esconde-se uma face sorridente”. Deus usa até mesmo os ímpios para corrigir ao seu povo. Os filhos são disciplinados, mas os bastardos não. CONCLUSÃO: “Deus dirige a história” Esses são alguns os reflexos da condução Divina na história do seu povo escolhido: 1ª) DEUS DISCIPLINA SEUS FILHOS. 2ª) DEUS MANIFESTA A SUA SOBERANIA. 3ª) DEUS USA ATÉ MESMO OS ÍMPIOS PARA LEVAR O SEU POVO A UMA VERDADEIRA E PURA COMUNHÃO CONSIGO MESMO.  DESAFIO: Meus irmãos o nosso Deus está no completo controle da história. Uma das lições áureas do livro do profeta Daniel é que o pecado não compensa. Aqueles que vivem na prática do pecado um dia serão apanhados, o salário do pecado é a morte. Insensatos são aqueles que zombam da gravidade do pecado. Horrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo. Que Deus nos ajude a levarmos a sério a vida de santidade e justiça à luz da Escritura. Que Deus nos dê forças e CORAGEM para glorifica-lo, quer pela vida quer pela morte. Amém. football news
Sermão pregado no Culto da Segunda Igreja Presbiteriana de Taguatinga em 12 de maio de 2013