A vida feita de altos e baixos. Daniel 2.1-23.

Tema: A vida feita de altos e baixos. Texto: Daniel 2.1-23. Pregador: Rev. Jeferson B. Neres

 INTRODUÇÃO: Muitos de nós, especialmente os homens, torcem ou já torceram fanaticamente por um time de futebol. Sabemos que a vida competitiva de um time de futebol é muito difícil. Há momentos de glórias, quando o time apresenta o futebol arte, efetua belíssimos gols, vence diversas partidas, é o grande vencedor dos campeonatos estaduais, o Campeonato Brasileiro e até mesmo o mundial de clubes. Porém, somos informados que em seu fanatismo, diante das inevitáveis derrotas dos seus times, torcedores se envolvem em brigas, aborrecimento intermináveis, passam mal e chegam até mesmo ao óbito. A vida competitiva de um time de futebol é constituída de altos e baixos. Assim somos nós: “A vida é feita de altos e baixos” Na vida há momentos bons, e momentos ruins; perdas e glórias; crises e triunfos; estamos imersos nesse antagonismo. Na epístola de Paulo aos Romanos, capítulo 8.36, nos defrontamos com uma verdade inexorável: Como está escrito: Por amor de ti, somos entregues à morte o dia todo, fomos considerados como ovelhas para o matadouro. Nessa noite aprenderemos algumas lições importantes para enfrentarmos o antagonismo da vida. A primeira é:
1ª) INSTABILIDADE DA NOSSA VIDA – Vs. 1-13 No capítulo dois, o ambiente no palácio real mudou radicalmente. O capítulo um encerrou com reconhecimento e segurança, mas o capítulo dois começou com rejeição e perigo. No capítulo 1, os remanescentes fiéis acabaram ocupando importantes e influentes posições no serviço público da Babilônia, porém, no capítulo dois as suas vidas estavam por um fio de espada. Como grande dominador, Nabucodonosor preocupava-se com a expansão e a durabilidade do seu reino. Afinal a Babilônia havia atingido o seu apogeu. Estava preocupado com o futuro do seu reino. Segundo Shakespeare: “inquieta em seu travesseiro é a cabeça que leva a coroa”. A maior parte dos povos antigos levava a sério os sonhos. Nabucodonosor não teve um mero sonho, mas um pesadelo. Quando alguém tem um pesadelo, acorda de repente, e a impressão do sonho ainda continua, mas logo desaparece. Não aconteceu assim com Nabucodonosor. Acordou, mas não conseguiu esquecer-se do sonho. O sonho o perseguia e, não conseguia esquecê-lo. O sonho de Nabucodonosor trouxe-lhe enorme impacto emocional. O sonho do rei havia tirado não apenas o seu sono, mas também a paz de todos os sábios. O rei ficou perturbado, Vs. 1. O rei ordenou não apenas que os sábios lhe interpretassem o sonho, mas que revelassem o que havia sonhado. Qualquer indivíduo que interpretasse corretamente os sonhos do rei teria riquezas, honras e seria levado a um alto ofício no reino. Por outro lado, o fracasso em contar o sonho e interpretá-lo significaria morte certa. Nabucodonosor exigia o tipo de coisa que somente um deus seria capaz de realizar, Vs. 11. A solução para aquele dilema era supra-humano. Os conselheiros foram extremamente humilhados, pois não puderam dizer a Nabucodonosor qual havia sido o seu sonho. APLICAÇÃO: A vida de todos estava sofrendo alterações. Daniel e seus amigos logo seriam condenados à morte. Em um momento estavam bem. Ainda desfrutando o triunfo de sua fidelidade a Deus por meio daquela dieta monótona. Ocuparam bons cargos no palácio real, mas em breve poderiam ser achados nos pastos dos chacais. Da glória para a desventura completa. Irmãos, assim somos nós. De fato não sabemos o que nos sucederá amanhã. As nossas vidas e o nosso status são muitos frágeis. Às vezes achamos que somos alguma coisa. Às vezes achamos que podemos tudo. Às vezes pensamos que estamos imunes a tudo e a todos. Às vezes pensamos que nunca algo de ruim poderá acontecer conosco. Há cristãos que assumem a paranoia: se eu sou filho do rei, portanto, nenhum mal pode ou poderá me atingir. Se eu sou filho do rei não passarei por dificuldades financeiras, familiares, problemas de saúde, de relacionamentos, etc. Quão enganados estão esses crentes. A nossa vida é constituída de altos e baixos. Há momento de grande tranquilidade, porém há momentos de inquitações e angústias. Há crentes que no momento da angústia vendem todas as suas convicções. Outra lição que aprendemos sobre os altos e baixos da vida à luz do texto é: 2ª) NO MOMENTO DA CRISE TEMOS DE CONTINUAR BUSCANDO A DEUS – Vs. 17-18 Com a recusa e impossibilidade dos sábios revelarem seu sonho, Nabucodonosor se enfureceu, Vs. 12. Nabucodonosor acusou os sábios de esperteza, Vs. 8, de conspiração, Vs. 9 e determinou a sua dizimação, Vs. 12. Entre eles se achavam Daniel e seus amigos. Se o decreto do rei impaciente fosse realizado, significaria o fim do remanescente fiel. Os únicos no mundo que eram leais a verdade de Deus seriam eliminados. O verdadeiro Israel de Deus seria extinto. Venceram a tentação de perder a sua fé, mas como venceriam mais esta crise? Uma reunião de orações na Babilônia. Foi isso que Daniel e seus amigos fizeram diante do decreto de execução de Nabucodonosor. Daniel e seus quatro amigos são apresentados como homens de fé e de oração. Estavam longe de casa, mas, pela fé, podiam continuar olhando para Jerusalém e para o templo e apropriarem-se da promessa de 1ª Reis 8.44-45: Quando o teu povo sair a guerra contra o teu inimigo, pelo caminho por que o enviares, e orar ao Senhor, voltado para esta cidade, que tu escolheste, e para a casa, que edifiquei em teu nome, ouve tu nos céus a sua oração e a sua súplica e faze-lhe justiça. Daniel e seus amigos, em oração, sempre confiaram que o seu Deus lhes proporcionaria justiça. APLICAÇÃO: Quando para o mundo, só resta desespero, para os filhos de Deus ainda há o recurso da oração. Os magos suplicaram ao rei da Babilônia que lhes contasse o sonho, mas Daniel fez o pedido ao Rei dos reis, o Senhor Deus Todo-Poderoso. Daniel compreendeu a importância de termos um grupo de oração. Ele sabia que quando os crentes se unem em oração, isto agrada a Deus, e a vitória é certa. Precisamos buscar ajuda em Deus e nas pessoas certas na hora da crise. Quando atravessamos por um problema temos a tendência de focar a nossa atenção no problema. Há um provérbio popular que tem uma verdade muito forte: Não olhe para o tamanho do seu problema, mas olhe para o tamanho do seu Deus. Como fixaremos nossos olhos em Deus? Buscandoo. Além dos altos e baixos da vida e a necessidade de buscar a Deus também nos momentos de crise, outra lição que depreendemos da passagem bíblica que lemos é: 3ª) NO MOMENTO DA CRISE PRECISAMOS TER ESPERANÇA E ADORAR A DEUS – Vs. 19-23 Daniel tinha inteligência de todas as visões e sonhos, 1.17: Ora, a estes quatro jovens Deus deu o conhecimento e a inteligência em toda cultura e sabedoria; mas a Daniel deu inteligência de todas as visões e sonhos. Era um dom especial de Deus para ele. A oração unânime do remanescente fiel fora respondida, e Daniel soube tanto que o rei sonhara como o que o sonho significava, Vs. 19. Diante da revelação do sonho de Nabucodonosor, a primeira atitude de Daniel foi bendizer ao Senhor por ouvir suas súplicas e a de seus amigos e lhes responder. Eles haviam pedido sabedoria, e Deus lhes havia dado. Percebam que Daniel ainda não havia comparecido diante do rei para lhe revelar o sonho, mas manifestou uma forte esperança em Deus e o adorou, 19-23: Então, foi revelado o mistério a Daniel numa visão de noite: Daniel bendisse ao Deus do céu. Disse Daniel: seja bendito o nome de Deus, de eternidade a eternidade, porque dele é a sabedoria e o poder; é ele quem muda o tempo e as estações, remove reis e estabelece reis; ele dá sabedoria aso sábios e entendimento aos inteligentes. Ele revela o profundo e o escondido; conhece o que está em trevas, e com ele mora a luz. A ti, ó Deus de meus pais, eu te rendo graças e te louvo, porque me deste sabedoria e poder; e, agora, me fizeste saber o que te pedimos, porque nos fizeste saber este caso do rei. Daniel não avocou, arrogou ou atribuiu para si mesmo nenhuma glória, mas tão somente ao Deus de seus pais. Em outras palavras em meio à dor, desespero, angústia, luto e desesperança de um terrível e sofrível cativeiro, Daniel afirmou que o seu Redentor estava mais vivo do que nunca. APLICAÇÃO: Precisamos dessa esperança e adoração ultra circunstancial. O apóstolo Paulo disse que em tudo, e, não por tudo devemos dar graças, 1ª Tessalonicenses 5.18. Não agradecemos pela dor, mas agradecemos na dor. Quando damos graças reconhecemos a providência desse maravilhoso Deus para conosco. Quando damos graças manifestamos gratidão e o nosso completo desmerecimento em relação as bênção prodigamente derramadas sobre nós pelo nosso bondoso Deus. Quando damos graças fazemos a vontade de Deus. football news
 CONCLUSÃO: “A vida é feita de altos e baixos” Essas são algumas lições que aprendemos à luz do texto:
1ª) INSTABILIDADE DA NOSSA VIDA. 2ª) NO MOMENTO DA CRISE TEMOS DE CONTINUAR BUSCANDOA DEUS. 3ª) NO MOMENTO DA CRISE PRECISAMOS TER ESPERANÇA E ADORAR A DEUS. 
DESAFIO: Meus irmãos, com a ajuda Deus, compreenderemos: a nossa vida é constituída de altos e baixos. Hoje estamos mui bem, mas o amanhã não nos pertence. Precisamos cada vez mais nos apegar as gloriosas verdades da Palavra de Deus. Precisamos nos apegar mais firmemente no Deus da Palavra. Que Deus nos ajude a gozarmos de uma esperança, adoração e consagração (oração) ultra circunstancial. Amém.
Sermão pregado no Culto da Segunda Igreja Presbiteriana de Taguatinga em 02 de junho de 2013