Integridade custe o que custar - Daniel 1.3-8

Tema: Integridade custe o que custar Texto: Daniel 1.3-8 Pregador: Rev. Jeferson B. Neres

INTRODUÇÃO: Mahatma Gandhi, disse que uma pessoa íntegra: é honesta, é ensinável, é fiel, é autêntica, é transparente, é alguém de conduta reta, é sincera, é humilde, fala sempre a verdade, não mente, é confiável, é digna de confiança, não engana, mantém a sua palavra, mesmo quando sai prejudicada, não fala mal do próximo, não dá falso testemunho, entre outras... “O crente deve ser íntegro custe o que custar” Quais as lições de integridade que aprendemos com o trecho da Palavra de Deus que lemos? A primeira é:
1ª) INTEGRIDADE APESAR DA CRISE – Vs. 3 Não era simples e fácil ser um crente nos tempos de Daniel, ainda mais um jovem fiel a Deus. A situação não era nada boa. Daniel, seus amigos e sua nação perderam a sua nacionalidade, foram arrancados do seu lar, perderam toda a sua família, pais, irmãos, amigos, vizinhos. Foram agredidos e violentados em seus direitos mais sagrados. O fato é que Daniel, seus amigos e sua nação perderam a sua liberdade. Não saiu de sua casa como estudante, mas na condição de escravo. Não era mais dono de sua própria vida, afazeres, agenda e tempo. Estava debaixo do jugo de uma nação extremamente impiedosa. A despeito de tantas perdas, Daniel não permitiu que a mágoa e o saudosismo tomasse conta do seu coração. Ao invés de buscar a vingança, procurou ser instrumento nas mãos de Deus na vida dos seus inimigos. Daniel foi testemunha e luz em uma terra estranha. APLICAÇÃO: Não quero exaltar a figura de Daniel na história, mas há que se considerar que Daniel foi um remanescente fiel em meio às trevas do relativismo e das incertezas. Seu testemunho rompeu a barreira do tempo e ainda encoraja homens e mulheres em todo o mundo viver com integridade. Daniel e seus amigos foram quatro luzes que brilhavam na escuridão daqueles dias. Numa época de calamidade nacional, quando a Palavra de Deus ficou desacreditada, Deus continuou tendo suma importância para esse pequeno grupo. Stuart Olyott disse: “Espiritualidade e integridade de caráter não exigem condições ideais para se desenvolverem. Não são plantas que se desenvolvem sob a proteção da estufa, mas crescem melhor quando expostas à neve, ao vento, ao granizo, à seca e ao sol escaldante”. Outra lição que aprendemos é:
2ª) INTEGRIDADE APESAR DA PROPOSTAS TENTADORAS – Vs. 4-5 Daniel tinha quatorze anos quando foi submetido a uma poderosa e sutil forma de instrução. Nabucodonosor era um estadista estrategista. Ao mesmo tempo que o seu poderio militar era praticamente invencível, criou universidades para formar jovens amantes da cultura babilônica e espalhá-la pelo mundo. Deportava a nobreza das cidades conquistadas e as integrava no serviço público da Babilônia. Por ser da linhagem dos nobres, jovem e sem nenhum defeito e por possuir atributos intelectuais sobressalentes, Daniel foi selecionado para estudar na melhor universidade do mundo. Durante três anos Daniel e seus amigos teriam de se dedicar ao programa educacional composto por: agricultura, arquitetura, astrologia, astronomia, leis, navegação, política, história, geografia, matemática e a língua acádica. Era uma chance de ouro em tempos de crise. Daniel faria parte do primeiro escalão do governo mais poderoso do mundo. Era tudo que um jovem queria na vida: sucesso, poder e dinheiro. Além da melhor universidade do mundo, Daniel e seus amigos teriam a melhor comida do mundo e de graça. Teriam de dedicar somente aos estudos. Mas havia um perigo na participação das finas iguarias: cada refeição nos palácios da Babilônia se iniciava com um ato de adoração pagã. Comer aqueles alimentos era tornar-se participante de um culto pagão. APLICAÇÃO: Viver exige discernimento. Os tolos naufragam, quer pelas oportunidades quer pelos riscos. Em troca do sucesso pessoas mentem, corrompem-se, roubam, matam e morrem. Muitos destroem a família e a honra para alcançar um sucesso com sabor de derrota. É o discernimento que nos dá a percepção de que por trás de um aparente sucesso está a derrota. Além da integridade apesar das crises e das propostas tentadoras, outra lição que aprendemos com o texto é:
3ª) INTEGRIDADE EM MEIO A UMA GERAÇÃO PAGÃ – Vs. 6-13 Toda nação estava em flagrante desobediência a Deus. Os tempos de fervor e dedicação espiritual haviam se extinguido com o término do reinado de Josias. Daniel cresceu em um ambiente cercado pela apostasia, mundanismo, infidelidade, desobediência, guerra e ameaça de uma invasão internacional. Sua infância e adolescência foram tomadas por esse contexto dramático. Daniel viveu uma geração que colhia o que seus pais haviam semeado. Em meio à geração apodrecida, Daniel possuía valores absolutos. Era adolescente, mas conhecia a Deus. Era jovem, porém, sabia o que era certo e errado. Daniel fora levado para uma terra tomada pela idolatria. Foi conduzido para uma espécie de panteão de divindades, para a capital mundial da feitiçaria e da astrologia. Daniel foi escravizado em uma terra onde o pecado campeava solto. Não havia obediência à Palavra de Deus, o povo era cruel, idólatra e impiedoso, não havia nenhuma ponta de temor a Deus. No versículo seis, os nomes de Daniel e seus amigos são mudados. O nome de Daniel e seus amigos estavam ligados a alguma experiência com Deus: Daniel = Deus é o meu juiz / Beltessazar = bel proteja o rei; Hananias = Jeová é misericordioso / Sadraque = iluminado pela deusa sol; Misael = quem é como Deus? / Mesaque = quem é como Vênus? Azarias = Jeová ajuda / Abednego = Servo de Nego. Seus nomes forma vinculados a alguma entidade pagã. A Babilônia queria que eles esquecessem o seu passado. Queriam impor-lhes novas convicções, crenças e valores. A Babilônia mudou-lhes os nomes, mas não o coração e a convicção no Deus todo poderoso. APLICAÇÃO: Daniel não foi produto do meio. Não permitiu que o ambiente, as circunstâncias e as pressões externas ditassem a sua conduta. Ele se firmou na verdade, batalhou pela defesa da fé e manteve a consciência pura. Muitas pessoas se envolvem de tal maneira com o mundo que perdem o referencial. Mudam os marcos, abandonam as suas convicções, abrem mão dos absolutos e afundam na fé em Deus. Muitos negociam pecado com vida de consagração a Deus, abrindo pequenas concessões em suas vidas para a prática do pecado, dizem: vou apenas fazer essa concessão, pois Deus sabe que o meu coração é dele. Vou ceder apenas nesse ponto.
CONCLUSÃO: “O crente é íntegro custe o que custar” Essas são algumas lições que aprendemos à luz do texto:
1ª) INGRIDADE APESAR DA CRISE. 2ª) INTEGRIDADE APESAR DA PROPOSTAS TENTADORAS. 3ª) INTEGRIDADE EM MEIO A UMA GERAÇÃO PAGÃ. 
DESAFIO: Meus irmãos, os caldeus mudaram os nomes de Daniel e seus amigos, mas não conseguiram mudar os seus corações e convicções a respeito de Deus. Enfrentar o paternalismo da Babilônia, com fidelidade, era muito pior do que a sua espada. A guerra de ideias, a relativização moral, a filosofia de uma vida sem o Deus verdadeiro são os nossos maiores inimigos. Daniel não negociou os seus valores. Ele não se corrompeu. Não se mundanizou. Ele foi fiel, mesmo quando pressionado a se contaminar. Deus não livrou a Daniel do perigo, mas lhe deu livramento no perigo. Que Deus nos ajude a sermos encontrados fiéis. Amém.
Sermão pregado no Culto da Segunda Igreja Presbiteriana de Taguatinga em 19 de maio de 2013.